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.Departamento de Geologia

da Faculdade de Ciências de Lisboa

 

 

Faculdade de Ciências de Lisboa (FCUL)

 

 

Universidade de Lisboa

 

 


  

Carlos Marques da Silva

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Silva, C.M. da (2013) - Geodiver-

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Silva, C.M. da (2014) - Geodiver-

sidade no campus da FCUL.

Fósseis de crinóides.

Acessível em http://paleoviva.fc.ul.pt/

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Geodiversidade no Campus da FCUL

 

 

Geo-Enquadramento

 

 

por Carlos Marques da Silva

 
 

 

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Localização e enquadramento geográfico: (do território do campus da FCUL)

 

O concelho de Lisboa localiza-se na margem norte do estuário do rio Tejo, cerca de 13 km a este da foz, a norte da zona do rio conhecida como Mar da Palha. A área correspondente ao Concelho de Lisboa é abrangida pelas folhas 431 - Lisboa e 417 - Loures da carta topográfica militar de Portugal na escala 1:25 000 publicada pelo Instituto Geográfico do Exército e pelas folhas 34-D e 34-B, respectivamente de Lisboa (Pais et al., 2006) e Loures (Costa et al., 2005), da Carta Geológica de Portugal na escala 1:50 000 publicada pelo actual Laboratório Nacional de Energia e Geologia (descendente, em parte, dos saudosos Serviços Geológicos de Portugal). A área do concelho é também focada, de modo mais detalhado, na Carta Geológica do Concelho de Lisboa à escala 1:10 000 de Almeida (1986).

 

O Campus da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) localiza-se na zona norte da capital (Fig. 1), no Campo Grande, enquadrado a norte pela Avenida Norton de Matos, mais conhecida como “2ª Circular”, a sul pela Alameda da Universidade, a nascente pelo Jardim do Campo Grande e a poente pelos territórios da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Estádio Universitário. A área correspondente ao Campus da FCUL é abrangida, em detalhe, pela folha 1 e 2 da Carta Geológica do Concelho de Lisboa à escala 1:10 000 de Almeida (1986).

 


 

Fig. 1. Enquadramento geográfico do Campus da FCUL, em Lisboa

 

 

O Departamento de Geologia da FCUL, com as coordenadas 38°45'21.79"N e 9° 9'27.99"W, está sedeado, desde 2004, no edifício C6 do Campus da FCUL.
 

 

Enquadramento geológico:

 

Litostratigrafia: No perímetro fortemente urbanizado do Campus da FCUL não existem actualmente afloramentos geológicos. Contudo, o substrato geológico da região -- apesar de extensivamente encoberto por depósitos de cobertura, por aluviões e aterros, sobretudo na zona do Jardim do Campo Grande -- é conhecido (Almeida, 1986). Os estratos geológicos sedimentares desta região da cidade são constituídos por rochas essencialmente detríticas, constituídas em mais de 50% por materiais terrígenos: argilitos e arenitos.

Algumas das rochas desta zona da cidade são referidas em diversas publicações geológicas como “calcários” (os “Calcários de Entre Campos”, por exemplo, sendo essa formação também conhecida como “Banco Real”), não por se tratarem de rochas quimiogénicas, resultantes de precipitação química, mas por terem uma importante componente carbonatada, superior a 50%, resultante da sua forte componente bioclástica (biocalcarenitos), sobretudo representada por fragmentos fossilizados de conchas de moluscos (acumulados juntamente com a componente terrígena do sedimento), e do cimento carbonatado que une os grãos e os bioclastos da rocha (formado após a sedimentação, i.e., diageneticamente). Há contudo, localmente, rochas carbonatadas biogénicas, resultantes da actividade de organismos sésseis, como os calcários algais rodolíticos da Quinta do Lambert, a uns 500 m a nordeste da FCUL.

A sequência de estratos sedimentares do Campo Grande é agrupada em várias unidades litostratigráficas locais de Cotter (1956), nomeadamente as unidades M1 I (“Argilas e Calcários dos Prazeres” com Venus ribeiroi), M1 II (“Areolas da Estefânia” com Chlamys pseudopandorae) e M2 III (“Calcários de Entre Campos” ou “Banco Real”), segundo a Carta Geológica do Concelho de Lisboa à escala 1: 10 000 de Almeida (1986) (Fig. 2).

 


 

Fig. 2. Enquadramento geológico do Campus da FCUL, na Carta Geológica de Lisboa na escala 1:10 000 de Almeida (1986)

 


Cronostratigrafia e geocronologia: Em termos cronostratigrá-ficos, as unidades de Cotter acima referidas enquadram-se no Cenozóico (Eratema), no Miocénico (Série), correspondendo a uma fatia estratigráfica que abarca desde o Andar Aquitaniano, o andar mais inferior do Miocénico, ao Andar Burdigaliano, o andar imediatamente acima, ainda parte do Miocénico Inferior.

 

Geocronologicamente, o Aquitaniano corresponde à fatia temporal dos 23 aos 20 milhões de anos (Ma) da história da Terra (Idade Aquitaniana), a contar a partir da actualidade, enquanto o Burdigaliano abarca os 20-16 Ma (Idade Burdigaliana). Isto não significa, porém, que a sequência rochosa que constitui o subsolo da FCUL registe essa fatia temporal, dos 23 aos 16 Ma, na sua totalidade. Significa, isso sim, que os estratos que hoje constituem essa sequência rochosa se formaram, em tempos, a partir de sedimentos acumulados durante esse intervalo de tempo. Quando, ao certo, durante esse lapso de tempo se depositaram esses sedimentos, o registo paleontológico existente e o seu conhecimento actual não o permitem saber.

 

Geologia regional e geomorfologia: As formações que constituem o substrato geológico da região do Campo Grande, tal como as restantes formações de idade cenozóica do Concelho de Lisboa, inserem-se no sector distal da Bacia Cenozóica do Baixo Tejo, enquanto parte de uma unidade tectono-sedimentar mais ampla da Bacia Cenozóica do Baixo Tejo-Sado.

 

Na região abrangida pelo concelho de Lisboa, do ponto de vista estrutural, estão presentes vários elementos. Identificam-se fundamentalmente duas direcções estruturais de deformação dúctil (Pais et al., 2006), nomeadamente, dobras de eixo este-oeste aproximadamente desde o meridiano da Buraca até ao de Campolide, incluindo o Anticlinal do Monsanto, e um monoclinal, inclinando suavemente para este na zona oriental de Lisboa, a partir do meridiano do Campo Grande (Pais et al., 2006; Kullberg et al., 2006). Todas estas estruturas confinam a sul, no Gargalo do Tejo, com o flanco norte do Sinclinal de Abufeira. Este bordo setentrional do Sinclinal de Albufeira apresenta-se, entre a Trafaria e Cacilhas, como um monoclinal inclinando suavemente, cerca de 5-7º, para sul (na zona da Trafaria-Porto Brandão) e para sudeste (Ginjal-Cacilhas), aparentemente em continuidade com a estrutura na zona oriental de Lisboa, já a norte do Gargalo do Tejo e do Mar da Palha.

Localmente, a sequência de estratos de rochas sedimentares que constitui o substrato geológico do campus da FCUL apresenta uma estrutura monoclinal (Fig. 3), ou seja as camadas inclinam solidariamente, apresentando todas elas a mesma direcção e inclinação -- neste caso, suavemente, inclinando cerca de 2-3º, grosso modo, para este -- e não apresentado dobras (pregas) evidentes. Num contexto um pouco mais amplo, toda a região setentrional de Lisboa, Benfica-Carnide-Musgueira, onde afloram sobretudo rochas de idade miocénica, a estrutura geológica é marcada pela presença de dobramentos suaves.

 

 

Fig. 3. Corte geológico na região da Cidade Universitária (C - D no mapa acima).

Adaptado da Carta Geológica de Lisboa na escala 1:10 000 de Almeida (1986). Clique no corte para ampliar!

 


Na região do Campo Grande e em áreas circundantes, da Portela à Baixa Pombalina, a rede de drenagem das águas superficiais instalou-se erodindo as formações rochosas menos resistentes, originando vales assimétricos desembocando no Rio Tejo. Por seu turno, onde afloravam litologias mais resistentes (como as que constituem a unidade M2 III “Calcários de Entre Campos” de Cotter, 1956, também conhecida por “Banco Real”) originaram-se pequenos planaltos, tal como o de Carnide-Lumiar, o da Portela (onde se localiza o aeroporto internacional da capital) e, claro, o do Campo Grande-Saldanha (Cruces et al., 2002).

 



Bibliografia:
 

Almeida, F. M. de 1986. Carta Geológica do Concelho de Lisboa na escala 1:10 000. Em quatro folhas com breve notícia explicativa. Serviços Geológicos de Portugal, Lisboa.

Costa, C.; Clavijo, E.; Dias, R. P. & Kullberg, J.C. (coord.); Manuppella, G.; Clavijo, E. & Dias, R.P. (coord. carta) 2005. Carta Geológica de Portugal na escala 1:50 000, folha 34-B Loures. Departamento de Geologia, Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), actualmente LNEG, Lisboa.

Cruces, A.; Lopes, I.; Freitas, M.C. & Andrade, C. 2002. A Geologia no Litoral. Parte I: Do Tejo à Lagoa de Albufeira. Geologia no Verão, 2002, 1. Guia de Excursão. Agência Ciência Viva, Centro de Geologia, Departamento de Geologia da FCUL, 34 pp.       
 

Cotter. J.C.B. 1956. O Miocénico Marinho de Lisboa. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, 36: 7-170.

Kullberg, J.C.; Terrinha, P.; Pais, J.; Reis, R.P. & Legoinha, P. 2006. Arrábida e Sintra: dois exemplos de tectónica pós-rifting da Bacia Lusitaniana. In Geologia de Portugal no contexto da Ibéria, Dias, R.; Araújo, A.; Terrinha, P. & Kullberg, J.C. (Coord). Universidade de Évora, pp. 369-395.

Pais, J.; Moniz, C.; Cabral, J.; Cardoso, J.; Legoinha, P.; Machado, S.; Morais, M. A.; Lourenço, C.; Ribeiro, M. L.; Henriques, P. & Falé, P. 2006. Carta Geológica de Portugal nà escala 1:50 000, folha 34-D Lisboa e respectiva Notícia Explicativa. Departamento de Geologia, Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), actualmente LNEG, Lisboa, 74 pp.
 


 

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Carlos Marques da Silva - Lisboa, 05 de Abril de 2013