.

 

 

.

.

.

 

 

 

União Europeia

.

Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

 

 


 

.Departamento de Geologia

da Faculdade de Ciências de Lisboa

 

 

Faculdade de Ciências de Lisboa (FCUL)

 

 

Universidade de Lisboa

 


  

Carlos Marques da Silva

.


Contacto correio electrónico / e-mail:

paleo.carlos @ fc.ul.pt


Dados biográficos


Bibliografia - Publicações


Paleontologia no GeoFCUL


Divulgação da Paleontologia


.

Temas de Paleontologia

 

Índice / Introdução

 

O que é um paleontólogo?

.

Fóssil

.

Fóssil vivo

.

Fóssil índice

.

Somatofóssil

.

Icnofóssil

.

Paleontologia

 

Tafonomia

.

Paleobiologia

.

Micropaleontologia

.

Moldagem

 

Mineralização

.

Geodiversidade

.

Dinossáurio ou dinossauro?

 

Clypeaster

.

Carcharocles

..  . 


.

Fósseis em Almada

.

Home / Introdução

 

1 - Fósseis de Nerinea

.

3 - Fósseis de rudistas radiolitídeos

 

4 - Fósseis de corais

.

5 - Ameaças à geodiversidade

.

6 - Fósseis de rudistas caprinídeos

 


 

Regressar a GPS_Geologia por Satélite.

.

 


 

Fósseis, Fóssil, Paleontologia

Portugal, Paleontólogo

Estudar Paleontologia

Escola secundária, Ensino básico

Paleontólogo, Ensino secundário

Divulgação, Conservação

Natureza, Geodiversidade

Geocache, Geologia por satélite

Geologia no Verão, Ciência Viva,

GPS, geocache virtual,

Cabo Espichel, Foz da Fonte,

Pedreira do Avelino, Lagosteiros,

earthcache, Geology

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquadramento da actividade:

Geologia no Verão 2008 (Julho - Setembro de 2008)

 

Dinamização:

Departamento de Geologia da FCUL

 

Coordenadores científicos:

Carlos Marques da Silva e Mário Cachão

paleo.carlos(at)fc.ul.pt                  mcachao(at)fc.ul.pt

 

 

3_Por aqui passaram gigantes!

 

Os maiores animais terrestres que jamais caminharam sobre o Planeta Terra eram saurópodes: dinossáurios quadrúpedes, herbívoros, com cauda e pescoço longos.

 

Estes gigantes mesozóicos também caminharam no que é agora território nacional. E deixaram marcas: as suas pegadas, que entretanto se fossilizaram. Neste local, junto ao mar, é possível observar de perto os fósseis de algumas dessas pegadas, preservados sobre uma laje calcária de idade  jurássica superior. Mas com cuidado. As pegadas são bem visíveis da praia e o acesso até à laje onde se encontram os icnofósseis é difícil e está dependente da maré baixa. Recomenda-se prudência!

 

 

 

Aspecto geral da laje com icnofósseis de dinossáurios saurópodes.

 

 

Presume-se que estes icnofósseis de deslocação de dinossáurios saurópodes - e outros trilhos existentes na mesma laje - sejam conhecidos desde o séc. XIII, pois, tudo indica, estão na origem da lenda da Nossa Senhora da Mua. Contudo, só recentemente, já em finais do séc. XX, é que estudos paleontológicos detalhados permitiram concluir que, na realidade, se trata de fósseis de pegadas de dinossáurio jurássicas e não de marcas de cascos de uma miraculosa mula gigante.

 

 

 

Pormenor de pegada do pé de um saurópode.

 

Neste trilho da Pedra da Mua reconhecem-se facilmente as pegadas dos pés (de maiores dimensões, com contorno oval e com marcas claras dos dígitos, tal como representado na foto acima) e as das mãos do animal (claramente menores, com contorno em meia-lua ou em "feijão"). É pois, fácil determinar o sentido em que o animal se deslocava... pois as pegadas das mãos estão - no par mão-pé do mesmo lado - posicionadas em frente (viradas para diante) das pegadas dos pés.

 

A melhor altura do dia - em horário de Verão - para observar estes icnofósseis de pegadas de dinossáurio é cerca das 10h00-11h00, quando a luz rasante do Sol da manhã lhes dá um relevo especial.

 

Na foto acima são bem visíveis, no bordo mais alargado da pegada (o bordo anterior, o da frente), as marcas das unhas dos dedos do pé. O martelo - como sempre - serve de escala (aproximadamente 30 cm). O cabo do martelo aponta no sentido da deslocação do animal.

 

 

Para saber mais:

 

Antunes, M. T. 1976. Dinossáurios Eocretácicos dos Lagosteiros. Ciências da Terra, 1: 1-35.

 

Meyer, C. A.; Lockley, M. G.; Robinson, J. W. & Santos, V. F. dos 1994. A comparison of well-preserved sauropod tracks from the Late Jurassic of Portugal and the Western United States: evidence and implications. Gaia, 10: 57-64.

 

 

Coordenadas:

 

Para obter as coordenadas dos locais a descobrir basta clicar em:

 

                                   

             Garmin                            *.gpx                            TXT file

 

Este local corresponde aos waypoints: CAR STOP1  e  LAGOST SUL

 

Muita atenção! Este local não é acessível de viatura, mesmo em 4x4. É aconselhável deixar o automóvel no local assinalado por CAR STOP1, ou um pouco mais abaixo, e, a partir daí, seguir a pé. Neste local, por razões de segurança, não deverão ser deixados quaisquer objectos - à vista - dentro da viatura

 

 

GPS_Geologia Por Satélite:

 

Para obter a descrição da acção e indicações gerais: clicar na imagem abaixo !

 

 

Indicações especiais:

 

Muito importante! Participar neste earthcache implica compreender o valor fundamental da geodiversidade e ter uma atitude de respeito e de conservação da natureza que permita preservar e valorizar os locais de interesse geológico a descobrir.

 

Para participar é necessário GPS. Para as saídas de campo, levar água, chapéu e calçado confortável para andar em terreno irregular.

 

Atenção! Os pontos a visitar, não sendo de difícil acesso, são locais onde é necessário tomar as precauções adequadas a percursos de campo em terreno acidentado. Alguns deste locais estão associados a declives acentuados e a arribas litorais. Não se deve subir ou descer a locais de difícil acesso que possam colocar em perigo a integridade física dos participantes na actividade!

 

 

Mais locais e temas a descobrir:

 

Há tesouros em locais insuspeitos.

 

Quem diria que na escombreira de uma pedreira, junto a uma serração de pedra, havia pegadas de dinossáurios? Pois é, aqui há!

 

Dinossáurios e crenças populares.

 

Há locais mágicos, onde em tempos que se perdem nas brumas da memória a natureza se fundiu com a imaginação popular, originando lendas e mitos que ainda perduram. Geomitologia! Este é um deles!

 

Lá no alto há pegadas de dinossáurio!

 

Os terópodes, os dinossáurios carnívoros, produziam pegadas tridáctilas, isto é, com a marca de apenas três dedos. Neste local poderá observá-las.

 

Onde o mar começava e a terra acabava.

 

Quando o mar bate nas rochas quem sofre as consequências são os mexilhões... Há milhões de anos já era assim! Descubra um antigo litoral rochoso miocénico, com cerca de 18 milhões de anos de idade, talhado numa laje calcária de idade cretácica, muito mais antiga, marcado pelos icnofósseis dos organismos que o habitaram.


> Voltar ao topo         > GPS_Geologia por Satélite         > Divulgação da Paleontologia


 Carlos Marques da Silva - Lisboa, 15 de Julho de 2007