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.Departamento de Geologia

da Faculdade de Ciências de Lisboa

 

 

Faculdade de Ciências de Lisboa (FCUL)

 

 

Universidade de Lisboa

 


  

Carlos Marques da Silva

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Contacto correio electrónico / e-mail:

paleo.carlos @ fc.ul.pt


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Enquadramento da actividade:

Geologia no Verão 2008 (Julho - Setembro de 2008)

 

Dinamização:

Departamento de Geologia da FCUL

 

Coordenadores científicos:

Carlos Marques da Silva e Mário Cachão

paleo.carlos(at)fc.ul.pt                  mcachao(at)fc.ul.pt

 

 

4_Lá no alto há pegadas de dinossáurio!

 

Os maiores animais terrestres que jamais caminharam sobre o nosso Planeta Terra eram herbívoros, os saurópodes. Mas também existiram dinossáurios carnívoros: os terópodes.

 

Os dinossáurios saurópodes eram quadrúpedes, os terópodes eram bípedes. Deslocavam-se sobre os seus membros posteriores, tal como nós - humanos - o fazemos. No entanto, ao contrário das nossas pegadas - onde claramente ficam marcados cinco dedos - as pegadas dos terópodes são tridáctilas, isto é, apresentam marcas de apenas três dígitos ou dedos.

 

Aqui, no topo da arriba, é possível observar de perto algumas dessas pegadas, preservadas sobre uma laje calcária de idade  cretácica inferior. Mas com cuidado. A laje tem uma forte inclinação e o piso pode apresentar-se escorregadio quando molhado ou devido a cascalho existente sobre a sua superfície. Recomenda-se prudência! Deve ter-se em atenção que este local é muito ventoso. Em circunstância alguma se deverão aproximar do bordo da arriba.

 

Neste ponto (waypoint LAGOST N2) é possível observar algumas pegadas tridáctilas - algo erodidas - de pequenos terópodes. 

 

 

 

Aspecto de uma das pegadas tridáctilas de dinossáurio terópode.

 

 

Alguns destes icnofósseis foram alvo, há vários anos, de uma tentativa desastrada e incompetente de reprodução, de realização de moldes. Essa intervenção, realizada por desconhecidos, deixou marcas ainda bem visíveis. A superfície das pegadas foi danificada, tornando-se mais difícil reconhecê-las e estudá-las, e ainda restam vestígios de resina sintética firmemente agarrados a uma delas.

 

O estudo e tratamento dos fósseis devem ser realizados por quem tem conhecimentos para o fazer, os paleontólogos, ou sob a sua supervisão. Os fósseis são um importante elemento da geodiversidade. Em particular, os icnofósseis de vertebrados - preservados no local da sua ocorrência - são um património de todos. Devem ser preservados e valorizados, para que todos sem excepção - cientistas e público em geral - possam estudá-los, admirá-los e transmiti-los às gerações futuras.

 

 

 

Aspecto geral da longa pista de dinossáurio bípede (na zona mediana da foto).

 

 

Para identificar o produtor de um dado trilho de pegadas, mais importante que a forma das pegadas é a estrutura geral do trilho. Quadrúpedes (quatro patas) e bípedes (deslocando-se sobre apenas duas) originam trilhos claramente distintos. Mesmo quando o contorno das pegadas está mal conservado ou algo indefinido.

 

Neste local (ver foto acima; waypoint LAGOST N2) é possível observar um bom exemplo disso: um trilho de um animal bípede, em que as pegadas surgem arredondadas, mal conservadas, mas com uma estrutura - com ângulo de passada muito amplo - que claramente indica estarmos perante uma pista produzida por um dinossáurios bípede de grandes dimensões.

 

Façam uma experiência, tentem andar paralelamente às pegadas como bípedes e como quadrúpedes e vejam a qual destes tipos de deslocação o trilho se adapta melhor!

 

 

Para saber mais:

 

Dantas, P.; Santos, V. F.; Lockley, M. G. & Meyer, C. A. 1994. Footprint evidence for limping dinosaurs from the Upper Jurassic of Portugal. Gaia, 10:43-48.

 

Lockley, M. G.; Meyer, C. A. & Santos, V. F. dos 1994. Trackway evidence for a herd of juvenile sauropods from the Late Jurassic of Portugal. Gaia, 10:27-35.

 

Meyer, C. A.; Lockley, M. G.; Robinson, J. W. & Santos, V. F. dos 1994. A comparison of well-preserved sauropod tracks from the Late Jurassic of Portugal and the Western United States: evidence and implications. Gaia, 10: 57-64.

 

Santos, V. F. dos; Lockley, M. G.; Moratalla, J. J. & Galopim de Carvalho, A. M. 1992. The longest dinosaur trackway in the world? Interpretations of Cretaceous footprints from Carenque, near Lisbon, Portugal. Gaia, 5:18-27.

 

 

Coordenadas:

 

Para obter as coordenadas dos locais a descobrir basta clicar em:

 

                                   

             Garmin                            *.gpx                            TXT file

 

Este local corresponde aos waypoints: LAGOST N1 e LAGOST N2

 

Muita atenção! Este local é acessível em viatura 4x4. O automóvel de tracção normal poderá ser deixado no local assinalado por CAR STOP1, ou um pouco mais abaixo. A partir daí poderá seguir-se a pé. O passeio é agradável. Neste local, por razões de segurança, não deverão ser deixados quaisquer objectos - à vista - dentro da viatura

 

Do topo da arriba - neste ponto - para além de uma vista deslumbrante para Norte, são visíveis - para Sul - dois dos outros locais a descobrir no âmbito deste earthcache: local 2 e local 3.

 

 

GPS_Geologia Por Satélite:

 

Para obter a descrição da acção e indicações gerais: clicar na imagem abaixo !

 

 

Indicações especiais:

 

Muito importante! Participar neste earthcache implica compreender o valor fundamental da geodiversidade e ter uma atitude de respeito e de conservação da natureza que permita preservar e valorizar os locais de interesse geológico a descobrir.

 

Para participar é necessário GPS. Para as saídas de campo, levar água, chapéu e calçado confortável para andar em terreno irregular.

 

Atenção! Os pontos a visitar, não sendo de difícil acesso, são locais onde é necessário tomar as precauções adequadas a percursos de campo em terreno acidentado. Alguns deste locais estão associados a declives acentuados e a arribas litorais. Não se deve subir ou descer a locais de difícil acesso que possam colocar em perigo a integridade física dos participantes na actividade!

 

 

Mais locais e temas a descobrir:

 

Há tesouros em locais insuspeitos.

 

Quem diria que na escombreira de uma pedreira, junto a uma serração de pedra, havia pegadas de dinossáurios? Pois é, aqui há!

 

Dinossáurios e crenças populares.

 

Há locais mágicos, onde em tempos que se perdem nas brumas da memória a natureza se fundiu com a imaginação popular, originando lendas e mitos que ainda perduram. Geomitologia! Este é um deles!

 

Por aqui passaram gigantes!

 

Os saurópodes contam-se entre os maiores animais terrestres que jamais caminharam sobre a Terra. E deixaram marcas! E aqui, com as devidas precauções!, as suas pegadas poderão ser observadas de perto.

 

Onde o mar começava e a terra acabava.

 

Quando o mar bate nas rochas quem sofre as consequências são os mexilhões... Há milhões de anos já era assim! Descubra um antigo litoral rochoso miocénico, com cerca de 18 milhões de anos de idade, talhado numa laje calcária de idade cretácica, muito mais antiga, marcado pelos icnofósseis dos organismos que o habitaram.


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 Carlos Marques da Silva - Lisboa, 15 de Julho de 2007