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Departamento de Geologia

da Faculdade de Ciências de Lisboa

 

 

Faculdade de Ciências de Lisboa (FCUL)

 

 

Universidade de Lisboa

 


  

Este projecto teve o precioso

apoio logístico no terreno do:

 

Centro de Arqueologia de Almada


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Carlos Marques da Silva

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Paleontologia no GeoFCUL

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Paleontologia e Geologia urbanas em Almada          

 

 

Fósseis de Rudistas 1

 

 

por Carlos Marques da Silva                                                                

 
 

 

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Rua Capitão Leitão, Nº 63D.

 

Neste local, na ombreira do número 63D, à direita da porta de entrada, podem observar-se interessantes somatofósseis de conchas de rudistas caprinídeos em cortes variados.

 

Os  fósseis, normalmente de grande tamanho, com 10 a 15 cm de dimensão máxima, são bastante evidentes, devido ao típico aspecto alveolar (assinalado por 1) que a parede da concha destes rudistas apresenta.

 

A rocha ornamental em que estes fósseis estão inseridos - um calcário fossilífero de idade cretácica  - é um liós (ou lioz). Esta rocha ornamental, muito utilizada em Lisboa e arredores, é proveniente de pedreira localizadas na região a Norte de Lisboa, nomeadamente em Pêro Pinheiro.

 

 


 

Fósseis de rudistas: Os rudistas (Ordem Rudista) são um grupo extinto de bivalves - com um aspecto muito diferente do dos bivalves que conhecemos da actualidade - que existiu desde o Jurássico superior até ao final do Cretácico da Era Mesozóica (durante cerca de 90 milhões de anos).

 

Nos seres vivos, a forma é expressão do estilo de vida e do modo de relacionamento com o ambiente onde vivem. Por exemplo, algumas ostras actuais têm uma forma alongada e irregular pois vivem fixadas ao substrato, formando bancos de ostras. As amêijoas têm uma forma amendoada pois vivem enterradas na areia. As vieiras possuem concha em forma de leque, com valvas distintas, pois vivem assentes sobre o fundo.

 

Os rudistas tinham formas diferentes destes bivalves actuais pois viviam de modo distinto deles. Habitavam em ambientes marinhos pouco profundos, com águas quentes, tropicais, normalmente semienterrados no fundo lodoso, formado por vasa carbonatada. Os rudistas eram -  frequentemente - gregários, ou seja, formavam grandes aglomerados (ou "bancos") de rudistas, ocupando áreas extensas dos fundos marinhos pouco profundos de então.

 

Fósseis de rudistas e reconstituição dos animais.

 

 

Na foto acima, na ombreira da porta, pode observar-se um bom exemplo de um corte oblíquo da valva livre - mineralizada - de um rudista caprinídeo. Estes bivalves rudistas tinham a concha formada por duas valvas distintas uma da outra: uma delas, a que se enterrava no substrato vasoso era cónica e a outra - a valva livre - era enrolada em "corno de cabra". A espessa parede das valvas possuía canais paleais (poligonais, largos, e piriformes, finos), o que, em corte, dá à parede da concha o seu aspecto alveoloar característico. O aspecto alveolar da concha é bem visível no fóssil, assinalado em (1).

 


 

Rudistas em Almada: Os grupos de rudistas mais em representados nas rochas ornamentais na região de Lisboa são os caprinídeos (aqui apresentados) e os radiolitídeos, também presentes nas fachadas da Rua Capitão Leião (ver rudistas radiolitídeos).

 


 

Porquê rudistas? Os rudistas, em geral, possuíam conchas espessas, com aspecto rude. Foi esse aspecto rude (rudis, em latim) que valeu o nome de Rudista a estes bivalves mesozóicos.

 

 

E porquê caprinídeos? A valva livre destes rudistas apresenta-se normalmente enrolada, aparentando um corno de cabra (capra, caprino, em latim). Uma vez mais, foi este aspecto da concha que esteve na origem do nome dos seus géneros mais típicos: Caprina e Caprinula.

 


 

Dúvidas?! Pergunta ao paleontólogo! Mesmo depois de  teres lido as explicações dadas acima e de teres observado os fósseis no local, ainda tens dúvidas sobre fósseis? Então envia-me as tuas questões (clica aqui!) e eu tentarei esclarecê-las.

 


 

Paleontologia e fósseis na Internet

 

Sebenta da Paleontologia do GeoFCUL - Bivalves

Paleontologia no Departamento de Geologia da FCUL

Museu de História Natural da Universidade de Lisboa

Introducción a la Paleontología

Palaeobase. Database of fossils

Palaeontological database of Rudist Bivalves

 


 

Carlos Marques da Silva - Almada, 13 de Junho de 2007