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Departamento de Geologia

da Faculdade de Ciências de Lisboa

 

 

Faculdade de Ciências de Lisboa (FCUL)

 

 

Universidade de Lisboa

 


  

Este projecto teve o precioso

apoio logístico no terreno do:

 

Centro de Arqueologia de Almada


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Carlos Marques da Silva

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Paleontologia no GeoFCUL

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Paleontologia e Geologia urbanas em Almada          

 

 

Fósseis de corais

 

 

por Carlos Marques da Silva                                                                

 
 

 

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Rua Capitão Leitão, Nº 83.

 

Neste local, na fachada do número 83, à esquerda da porta de entrada, podem observar-se belos exemplares de fósseis de corais - solitários e coloniais - seccionados segundo várias orientações.

 

Os  fósseis, com dimensões bastante variadas, de 1 ou 2 cm até 15 cm de diâmetro, são bastante abundantes e evidentes, devido ao típico aspecto radiado que apresentam em secção transversal.

 

Um dos elementos mais característicos do esqueleto externo biomineralizado dos corais são os septos interiores dispostos radialmente. São estes septos internos que, em corte transversal, dão ao fóssil do coral o seu característico aspecto radiado.

 

A rocha ornamental em que estes fósseis estão inseridos - um calcário fossilífero de idade jurássica  - é proveniente de pedreiras localizadas na região algarvia de S. Brás de Alportel (lugar da Mesquita). Esta rocha ornamental - o Calcário da Mesquita ou Calcário Avermelhado - é muitas vezes conhecida pelo nome de "Brecha Algarvia" ou "Brecha de Tavira", ainda que, na realidade, não seja uma brecha, nem tão pouco um mármore, mas sim um calcário.

 

 


 

Fósseis de corais: No foto abaixo, obtida na fachada do número 83 da Rua Capitão Leitão, pode ver-se um magnífico exemplar de fóssil de coral  colonial mineralizado, em secção transversal (na zona assinalada pela seta). Neste fóssil são bem visíveis os coralitos, os elementos esqueléticos dos pólipos individuais que constituíam a colónia, com contorno circular e apresentando o aspecto radiado característico, dado pelos septos (assinalado por 1).

 

 

 

Fósseis, em várias secções, patentes no cálcario da fachada do nº 83.

 

Bioerosão: Neste mesmo fóssil - no local assinalado por 2 - é possível observar um vestígio muito interessante de interacção entre dois organismos jurássicos: um bivalve perfurando o esqueleto externo carbonatado do coral. Note-se como a perfuração, que surge como uma auréola em torno do fóssil do bivalve, preenchida por sedimento de cor mais clara, cinzenta-avermelhada, intersecta os coralitos do coral.

 

No local assinalado por 3 pode observar-se claramente a zona de articulação entre as duas valvas do bivalve: a charneira. Estes animais - à semelhança do que ainda hoje alguns bivalves fazem - perfuraram o esqueleto dos corais para se instalar no seu interior. Os bivalves não se alimentam dos corais - não são carnívoros! - apenas perfuram neles uma cavidade, dentro da qual se abrigam (exemplo de comensalismo). A este tipo de acção erosiva - perfurante - de um organismo sobre substrato duro dá-se o nome de bioerosão.

 

Icnofósseis: Os fósseis de elementos esqueléticos de partes integrantes de organismos do passado - tal como os fósseis do coral e dos bivalves no exemplo acima - são incluídos no grupo dos somatofósseis. São somatofósseis, por exemplo, tanto as mineralizações das conchas dos bivalves, como os seus moldes internos e externos. Os fósseis dos vestígios de actividade orgânica - tal como as perfurações produzidas em vida pelos bivalves - são incluídos num outro tipo de fósseis, os icnofósseis.

 

 


 

Dúvidas?! Pergunta ao paleontólogo! Mesmo depois de  teres lido as explicações dadas acima e de teres observado os fósseis no local, ainda tens dúvidas sobre fósseis? Então envia-me as tuas questões (clica aqui!) e eu tentarei esclarecê-las.

 


 

Paleontologia e fósseis na Internet

 

Sebenta da Paleontologia do GeoFCUL - Bivalves

Paleontologia no Departamento de Geologia da FCUL

Museu de História Natural da Universidade de Lisboa

Introducción a la Paleontología

Palaeobase. Database of fossils

 


 

Carlos Marques da Silva - Almada, 08 de Junho de 2007